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Pesquisa investiga impactos da criação de camarões em manguezais

Artigo foi publicado na revista Sociedade & Natureza, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
  • Assessoria de Comunicação, com informações do campus
  • publicado 28/12/2018 11h25
  • última modificação 28/12/2018 11h33

Mapa retrata impactos da criação de camarão ao mangue do Rio das Conchas, no Rio Grande do Norte

O professor Jônnata Oliveira, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Avançado Carolina, publicou o artigo “Impacto da carcinicultura no manguezal do rio das Conchas, Porto do Mangue, Rio Grande do Norte” na revista Sociedade & Natureza, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O periódico possui Qualis A1 em Geografia e A2 em Ciências Ambientais.

Os manguezais por apresentarem elevada produtividade, tornam-se locais atrativos para habitação e desenvolvimento de atividades humanas, como a carcinicultura (criação de camarões); no entanto, essa atividade tem gerado grandes impactos ambientais. Nesse sentido, a pesquisa desenvolvida por Jônata Oliveira buscou avaliar o impacto de uma unidade de produção de camarão marinho na floresta de mangue do Rio das Conchas, Porto do Mangue, no Rio Grande do Norte. A extensão da área afetada foi determinada por meio de sensoriamento remoto. Foram utilizadas duas cenas obtidas pelo satélite LANDSAT 7, representativas dos anos de 1999 e 2003, que compreendem, respectivamente, o período anterior e após a instalação da fazenda de camarão. Foi realizada também uma avaliação in loco, buscando encontrar vestígios que pudessem estar relacionados à degradação, em especial indícios de degradação do solo.

“Conforme a avaliação da área por meio da técnica de sensoriamento remoto, constatou-se uma perda de 25 hectares de área ocupada por vegetação de mangue, entre os períodos de 1999 (anterior à instalação do empreendimento) e 2007 (ano em que o auto de infração foi lavrado). Essa redução é reflexo da implantação da atividade de carcinicultura, associada ao descarte de efluentes da mesma, bem como, mau planejamento para o desenvolvimento da atividade no local”, comenta o pesquisador.

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